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Bloco Salada de Frutas arrasta milhares de foliões no bairro Floresta em celebração à diversidade



Nem a chuva atrapalhou o clima do cortejo no último domingo (08), que transformou a Avenida

Assis Chateaubriand em um manifesto de "Alegria Selvagem" , com performances de Gabriel

Muzzi e engajamento da vizinhança



A chuva que caiu sobre Belo Horizonte neste domingo (8) não foi suficiente para esfriar a

temperatura na Avenida Assis Chateaubriand. Em seu segundo desfile oficial, o Bloco Salada de

Frutas confirmou sua vocação para grandes espetáculos, arrastando milhares de foliões pelo

bairro Floresta. Com o tema "Frutas Selvagens: há uma alegria selvagem em estar vivo", o

cortejo foi marcado por um clima de comunhão, resistência e performances artísticas.


A abertura do desfile foi pautada pela emoção. O idealizador do bloco, Iale Máximo Buscácio,

realizou um discurso potente que conectou a metáfora das frutas que crescem em terrenos

inóspitos à resiliência das relações humanas. "As frutas selvagens não pedem permissão para

existir, apenas existem. (...) Assim também somos nós. Não nascemos em terrenos perfeitamente

preparados", destacou.


A curadoria artística do bloco transformou a avenida em palco. Um dos momentos de maior

catarse foi a performance do cantor Gabriel Muzzi, que encarnou a energia disruptiva de Ney

Matogrosso. “A escolha não foi aleatória: alinhada ao tema da ‘selvageria’ e da liberdade, a

performance celebrou a trajetória de Ney, um ícone que rompeu padrões estéticos e

comportamentais, florescendo justamente por sua autenticidade ‘fora da curva’", disse Iale

Máximo.


O setlist foi concebido como uma narrativa musical em cinco atos, guiando os foliões por uma

jornada que foi da "Introdução" à catarse da "Festa Pop". A curadoria destacou-se pela

diversidade rítmica, fundindo a percussão pesada do Samba-Reggae e do Pagodão com a

tradição do Baião, Xote e Marchinha, culminando em uma mistura animada de Funk e Pop.


Essa "Salada" sonora serviu de alicerce para performances carregadas de significado: o bloco

"Selva" traduziu musicalmente a metáfora da resistência, enquanto a execução de hinos como

"Maria Maria", "Diaba" e "Banho de Folhas", nas vozes de Gabi Oliveira, Cléo Ventura e Jenny Souza, transformou a avenida em um espaço de manifesto político e celebração da diversidade.

A transição fluida entre os ritmos e a escolha de canções icônicas garantiram que a mensagem

de "alegria selvagem" pulsasse em cada acorde, mantendo a energia da multidão elevada do

início ao fim do cortejo.


A integração com o bairro foi total. Enquanto a bateria e a ala de dança evoluíam no asfalto,

moradores do bairro Floresta transformaram as sacadas dos prédios em camarotes

improvisados, interagindo com o trio e completando o cenário da "floresta encantada" proposta

pelo bloco. O desfile contou com o patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da

Belotur, e apoio das bebidas Matchê e Brussels. A realização do evento também teve suporte da

BHTrans, Cemig, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e da SLU.


O Salada de Frutas encerrou seu desfile reafirmando que o Carnaval é, acima de tudo, um

espaço de cura social e encontro, onde a alegria floresce, selvagem e resistente, "apesar de tudo".


Acompanhe o bloco Salada de Frutas no Instagram: @bloco.salada.de.frutas.


Assessoria de imprensa:

Grupo Balo: www.grupobalo.com

Heberton Lopes: hlopes@grupobalo.com

Felipe de Jesus: imprensa@grupobalo.com

Telefones: (31) 3637 8008 | (31) 98988 7616


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