Empresa mineira cria dispositivo "anti-coronavírus" para bebedouros


Equipamento ÁguaàLaser libera água via sensor por aproximação, o que permite retirar o líquido sem ter que tocar em botões ou torneiras; valor acessível chama a atenção

Muriel Ornela, CEO da Beloar.


Com a pandemia de Covid-19, a busca por soluções que ajudem a evitar a disseminação do vírus se tornou uma verdadeira caçada. A empresa mineira Beloar criou o ÁguaàLaser, um dispositivo inovador, que pode ajudar a frear o aumento de contaminações via contato físico. O negócio, que tem à frente o jovem empreendedor Muriel Ornela, concebeu o equipamento antes do surto de coronavírus, por demanda do setor de frigoríficos, mas o uso se tornou muito mais importante nestes tempos em que todo cuidado é pouco. A invenção, que foi patenteada pela empresa, consiste em um sensor infravermelho que detecta quando a mão se aproxima do bebedouro, o que libera o líquido sem a necessidade de tocar em botões, abrir ou fechar a torneira. “O dispositivo foi desenvolvido com o objetivo de evitar a contaminação cruzada em frigoríficos, de animais para pessoas ou vice-versa. Essa demanda partiu de grandes empresas que solicitaram um produto touchless, que permitisse a retirada de água para consumo humano sem precisar encostar”, conta Muriel Ornela, CEO da Beloar.

O empresário explica que não é preciso trocar os bebedouros que já estão instalados. “Criamos um adaptador universal para transformar as torneiras comuns em touchless, o que proporciona mais segurança, comodidade e economia, já que a água só sai quando alguém está com as mãos à frente da torneira”, conta Muriel Ornela. De acordo com Muriel, a instalação do dispositivo gera grandes benefícios para a sociedade. “O fato de evitar a disseminação de vírus e bactérias impacta diretamente na saúde pública. Pense em quantas pessoas não tocam os botões do bebedouro de um shopping ou hospital diariamente? Ou imagine em comércios e indústrias que manipulam alimentos, como é delicada essa questão sanitária? Com o ÁguaàLaser, o contato é zero. Mas outro importante ganho é a acessibilidade e inclusão social, já que idosos e pessoas com deficiência poderão utilizar a torneira com muito mais facilidade”, destaca o empreendedor. 

O ÁguaàLaser começou a ser comercializado em junho deste ano e já foram instaladas mais de 200 unidades em todo o Brasil. O empresário afirma que a Beloar, cuja fábrica fica em Belo Horizonte, tem capacidade de produção para atender a demanda de todo o país e, o melhor, com produtos e mão de obra 100% nacionais, o que ajuda a movimentar a economia em um momento tão delicado.

A Beloar desenvolveu quatro tipos de torneiras com sensor que se adaptam aos principais bebedouros do mercado: bebedouro industrial, bebedouro de pressão, bebedouro acessível e bebedouros de galão. Além disso, a empresa percebeu que poderia criar um adaptador universal para transformar torneiras comuns em torneira de sensor, visto que os produtos semelhantes do mercado são muito caros, de acordo com Muriel Ornela, que vende o dispositivo na loja on-line por menos de R$ 250.

O processo de criação do produto foi iniciado no encontro de Natal da família de Muriel Ornela, em 2019. “Eu conversava com meu primo, Ederson, especialista em engenharia de hardwares e softwares para máquinas e robôs de grandes indústrias, despretensiosamente, sobre o futuro da Beloar e dos nossos produtos. Mencionei sobre uma solicitação de uma grande indústria do setor frigorífico em que os órgãos governamentais exigiram dela que os bebedouros de água fossem sem contato, visto que ali era um local que precisava do máximo de higiene e poderia ser transmitido doenças das carnes dos animais para os humanos, e vice e versa. Citei que estávamos estudando formas de criar esse produto e ele sugeriu um bebedouro que liberasse a água por aproximação, via sensor de presença”, conta o empresário, que após essa conversa, ambos seguiram suas vidas.

O que ninguém esperava é que em março deste ano fosse iniciada a pandemia de Covid-19. “Quando foi divulgado o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, liguei para o meu primo e disse que precisávamos montar uma equipe engenharia de desenvolvimento de produtos para criar esse novo produto, pois, como um dos principais meios de transmissão da doença é por contato, e o bebedouro é coletivo e de uso comum, seria necessário desenvolver um equipamento que não precisaria de encostar a mão para sair água. Desde então iniciamos o desenvolvimento do águaàlaser. No início pensamos em criar o bebedouro completo com sensor, mas achamos que sairia muito caro para o consumidor e não serviria para quem já tinha o equipamento. Assim, achamos melhor criar torneiras com sensor adaptáveis para todos os modelos de bebedouros, e conseguimos”, explica. Da ideia até a fabricação ÁguaàLaser, Muriel Ornela e sua equipe desbravaram um longo caminho até se ter invenção pronta. “Foi um trabalho árduo, mas com os especialistas e fornecedores certos conseguimos produzir um dispositivo com um ótimo custo benefício. Contamos com parceiros das empresas que já eram nossos fornecedores para desenvolverem os insumos que precisávamos para construir um produto compacto, eficiente e seguro. Com muitas vídeo-chamadas por conta da pandemia, conversamos com os fabricantes de metais, plásticos, hardware e software. E ainda contratamos um escritório especialista em design e desenvolvimento de novos produtos”, destaca.

Pós-pandemia

Ainda que a oportunidade de comercializar o seu produto em larga escala tenha surgido em virtude da pandemia, Muriel Ornela é otimista com o futuro do dispositivo. “Acredito que a tecnologia de oferecer água sem contato veio para ficar, pois o Covid-19 é um vírus mortal, mas sabemos que muitos outros vírus, bactérias e doenças são transmitidos pelo contato com superfícies contaminadas: gripe, pneumonia, conjuntivite, hepatite A, gastroenterites, rotavírus, bronquiolite 1 , entre outros. E quem possui o hábito de lavar as mãos após encostar no bebedouro para pegar um copo de água? Eu não conheço ninguém. O bebedouro é um objeto característico, que todo mundo usa, mas quase ninguém o higieniza ou higieniza as mãos após utilizá-lo. A pessoa enche o copo de água ou garrafinha e volta para a sua mesa ou local de trabalho”, finaliza o empreendedor.

Site da empresa: www.beloar.com.br

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